Sabes? Aquela sensação de que fizeste o melhor para ti mas mágoas te outras pessoas? Sinto me no fundo do poço onde estar a teu lado parece me o único caminho. Mas quando penso bem tenho o caminho da solidão onde te deixo para trás e esqueço o quanto bom e importante foi o que fizemos... Parece me um sonho e por vez dou por mim a pensar que sonhei tudo o que aconteceu porque foi mais do que especial, gostava de poder repetir,não te preocupes também sei que o que aconteceu foi obra do momento apesar de o me negares... Mentiste me, usaste me... Mas mesmo assim não consigo esquecer te! Fodasse isto é tão estúpido e cruel. Não nego para sempre te vou recordar aquela pessoa que esteve comigo naquele momento e vou tentar esquecer o antes e depois! Aquela pessoa sem escrúpulos quando se deixava afetar pelos outros e perdia a razão. Aquela pessoa que nem imagina a força que tem ao fazer um bate costas na brincadeira. Aquela pessoa que foi arrogante para mim muitas vezes! Nem sei como consegui esquecer isto tudo, mas na verdade consigui por isso estás de parabéns. (...) Sinto horrível!!! Tudo por causa do nosso descontrolo! Eu amei te verdadeiramente!
No aconchego da cama, a olhar para tudo e para nada, a pensar em tudo e em nada se reflete as nossas preocupações e medos.
Num dia destes, um dia rotineiro de ramerrame, estava nesta missão de pensar na vida, o pensamento ia e vinha intermitente sem destino, sem razão e sem porquê. Estes pensamenos alheios me faziam rir mesmo que fossem coisas remotas e absurdas, no entanto outras, bem vigentes me faziam querer recuar atrás no tempo para mudá-las, estas podiam ser bem mais longínquas que as outras, mas pareciam mais perto.
Tenho a plena noção e consciêcia que essas merd@s (como mulher do norte, que sou, diria) que me tornam mais forte e revelam a pessoa que sou. Tenho medo que ao revelar a minha personalidade sem as pessoas me conhecerem minimamente bem, me julguem ou afastem-se de mim.
(…)
Sou fraca eu sei…
Tenho medo de tudo!!!
(…)
Não tenho perseção se demosntro ser uma rapariga fraca que no fim aguenta tudo sem ninguém saber que chora sozinha ou se designa perante o mundo como uma miúda forte, sem medo e que é feliz que lá no fundo é muito mais sensível ao toque, à fala de qualquer pessoa em qualquer altura e de qualquer maneira que a magoa ou tem o sentido inverso, ajuda.
Cresci rodeada de pessoas que ganharam a irritante mania de esperar, ou exigir, sempre a melhor versão de mim. Desde as melhores notas da turma à melhor escolha de amizades, tudo era passível de ser julgado caso eu tivesse o mais pequeno momento de fraqueza. Todas as lágrimas, justificadas ou não, sempre foram obviamente consideradas uma forma de dar nas vistas e criar uma vítima onde existia uma suposta sortuda, ao invés de se ponderar a possibilidade de talvez, só talvez, algumas dessas lágrimas serem consequência de uma tristeza genuína. A razão, essa, pertencia-lhes sempre, independentemente do assunto. E depois apareceste tu. Tu que não julgaste nenhum dos meus pensamentos menos felizes e tão pouco as minhas acções duvidosas. Tu que soubeste ouvir-me durante horas naquela tarde de sábado quando todas as outras pessoas estavam demasiado ocupadas a opinar sobre uma vida que não era delas. Tu que não me consideraste demasiado nova, demasiado ingénua, demasiado eu. Tu que deste valor a cada pedaço de mim, não só à maravilhosa e colorida versão de mim, mas também àquela rapariga meia perdida e desnorteada. Tudo isto porque conseguiste ver em mim aquilo que em ti faltava da mesma forma que eu vi em ti aquilo que sempre me fizeram achar loucura completa procurar. Quando eu pensava que a maior felicidade que alguma vez iria sentir seria a excitação pela aproximação daquelas férias tão esperadas num qualquer país exótico, o orgulho por aqueles 100% nos testes em que a média costuma ser tudo menos brilhante ou até mesmo o interesse que os meus pais demonstram ao gabarem-se da filha perfeita que criaram, descobri que a verdadeira felicidade está nas pequenas coisas. Está nas nossas noites acordados até às 4 da manhã a ver filmes cheios de clichés amorosos, está nas nossas tardes de inverno fechados no teu quarto a ler e completamente esquecidos do mundo lá fora e perdidos um no outro, aquelas nossas manhãs a acordar cedo somente para conseguirmos ver o nascer do sol na varanda do meu quarto enrolados num só lençol. Se nada dura para sempre, tenho de dizer-te que estava a adorar este nosso pequeno infinito. Pensava eu que este infinito era para sempre mesmo sendo pequeno, mas no meio da nossa desrotina entrou uma pessoa nas nossas vidas. Ela tornou-se a minha melhor amiga e tu começaste a conhecê-la também. Nunca tivemos nada de sério era apenas umas brincadeiras, favores que fazíamos um ao outro. No entanto, com a chegada desta pessoa tudo mudou: os teus objectivos para nós (que na teoria não existia, mas na prática era muito mais que um nós era sermos um que nos completava mutuamente), os teus objectivos para com essa pessoa... Deixei de ser plano principal, passando a um plano que só era utilizado para precisavas. Este plano que tinhas contigo sempre, mas nunca deste valor apenas para o que precisavas. Custa muito, acredita, que só servi para os momentos dos favores. Pode não ser realidade, mas neste momento é o que sinto. Sinto uma nostalgia imprecionante pelo nosso pequeno infinito que uma pessoa conseguiu conquistar. Tenho a esperança que ainda possamos ser o que éramos e assumir o nós que nunca ou por cobardia ou orgulho quisemos assumir. Este nosso infinito ficará sempre presente na minha memória até à morte ("até que a morte nos separe").