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O Meu Mundo

Ao longo dos dias, vou tentar publicar algo sobre mim e o meu mundo: o ontem, o hoje, o amanhã.

O Meu Mundo

Ao longo dos dias, vou tentar publicar algo sobre mim e o meu mundo: o ontem, o hoje, o amanhã.

😭❤

Como estas? Tem calma. No fundo sei como estas. Estas deitada, agarrada ao telefone, à espera de uma mensagem que apague as tuas lágrimas; à espera de uma simples palavra que o teu coração quer interpretar como uma canção. Podemos ser todos diferentes. Mas, por amor, sofremos da mesma maneira. Ou vais dizer-me que de 3 em 3 minutos não viras o telefone para ti com esperança de ter uma mensagem? Inventas na tua cabeça algum tipo de problema no teu telefone, para poderes pensar: 'vou só confirmar, porque pode não ter tocado'... Ou pões em silêncio porque achas que assim, quando fores ver o ecrã, a probabilidade de teres recebido uma 'surpresa' é maior. E maior será a queda se dela dependeres. Por amor, todos os ciúmes são iguais. Tão depressa és forte, porque dizes que vais desligar o telefone. Nem um minuto passa, e percebes que preferes passá-lo para modo de voo, porque em breve vais querer ligá-lo e demora menos tempo assim. Pensas que és forte, porque o 'desligas', mas na realidade voltas a 'deixar de voar' 5 minutos depois, com qualquer ridículo argumento, quando o único argumento é a esperança. É a ela que te agarras, enquanto choras. Os ciúmes são bi-polares: tão depressa nunca mais o queres ver na vida, como, por outro lado, pintas na tua mente cenários íntimos com outra pessoa, altura em que te questionas: como é que tamanha intimidade que já foi minha, exclusivamente minha, pode agora estar com outra pessoa? E entre os dois pensamentos, garantidamente, choras. E enquanto choras, escolhes uma playlist das 10 músicas mais sentimentais de que te lembras. Imaginas cenários, vives recordações, e re-inventas momentos do passado que desejavas que tivessem sido diferentes para evitar estas lágrimas que caem, continuamente, sobre esta tela. Contornam a tua cara e caem. Os murros no estômago? São sempre muitos. Uma sensação de vazio, que ninguém consegue satisfazer sem ser a única pessoa que não o pode fazer. Só precisavas de ter aquilo que não tens. Nesta altura em que juraste nunca mais enviar uma única mensagem, envias 3 ou 4. E se não tiveres resposta envias outras 3. E, no fim, o sentimento é comum e transversal a todos os que estão na mesma posição do que tu: arrependimento. No entretanto, durante este processo, sabes uma coisa? Já são 4 da manhã. Desliga a música. Põe uma série a dar, porque acredita que ajuda! Vive a história das personagens como se fosse a tua. Quando acordares, não vai ser tão mau. São as manhãs que nos tranquilizam porque acordamos mais neutros, mais conscientes da realidade. Não voltes a por o telefone em modo de voo, já que tu própria estás a voar enquanto o fazes. E quanto mais alto voas, maior será a queda! Não esperes mais por mensagens, porque já sabes que as primeiras a aparecer vão ser as do Continente. Ignora os likes do Facebook, os seguidores novos. O mundo é mais do que o digital te mostra. E atenção: tens algumas pessoas especiais por aí, a que chamas de família. E um núcleo maior a que chamas de amigos. Aqueles a quem tu ligas a chorar. Mesmo que te digam coisas que, nestas alturas, tu ignores totalmente. Porque na realidade não queres ouvir absolutamente nada. Queres que te oiçam. Te dêm razão. Te amparem. Mas estão lá para te ouvir gritar, reclamar, e para recolher os litros de lágrimas que deixaste cair e convertê-los em pedras da calçada para continuares em frente. Está na hora de pensares em ti. Até pode ser verdade que a esperança seja a única a morrer. A minha única dúvida, é se isso é tão positivo como nós, seres humanos, gostamos de pensar. E se nunca sentiste nem um destes sintomas, garanto-te: um dia vais amar alguém! Somos seres humanos, cheios de coisas que nos distinguem uns dos outros, algumas únicas, e é só por isso somos diferentes. Mas não aqui, no amor. Força!