— O que se passa? — Sei lá. (Estou cansada, estou farta da escola e dos seus trabalhos, o amor provoca-me confusão, tenho medo de várias coisas como da solidão, desteto a bipolaridade das pessoas, tenho saudades de várias pessoas que umas já partiram e outras que estão longe, quero um abraço, preciso de ti, quero ficar sozinho, não quero ver ninguém, minha cabeça está uma valente merd@, preciso de um tempo para pensar, preciso gritar, preciso de te ver, eu adoro te a cima de tudo.)
Existem poucas palavras para muito significado, é o que sinto quando falo na língua portuguesa. Não que ela tenha poucas palavras porque na realidade tem imensas. Porém todos já sentimos disficuldades numa conversa, onde faltam palavras para aquilo fazer sentido, acabamos por explicar o que pretendemos dizer naquele contexto para não criar confusão. Pois já? Isto acontece apenas nas conversas cara a cara, aquelas que se tormam raras onde as pessoas encontram-se, olham-se e conversam, verdadeiramente. No entanto, naquelas conversas de "chat" onde não se vê a cara, não se ouve o tom de voz, onde acabasse, por vezes, interpretar mal, originando discussões porque podesse dizer alguma piada e ser mal interpretada. Pensado bem no assunto, o grande problema está quando alguém se refere a algo e pensa-se noutra. Como o caso do Bolo: uns vão pensar naquele bolo de chocolate, outros naquele bolo de farinha, apenas. Aí, começa a desgraça na nossa vida! E quando nós torcemos o sentido das palavras? É algo estúpido, mas que complica a vida. "Liberdade" palavra que faz refletir. Todos ou quase todos pensamos que é algo infinito, que nos permite ser egoístas, fazer o que nos passar pela cabeça sem nunca refletir as consequências! Se pensarmos bem esta definição é quem complica! Bastava aceitar que liberdade é algo que termina quando a do outro iniciasse, sem "atropelar" ninguém e, sucessivamente, não recebiamos danis laterais. Não seria tudo nais fácil? Meus caros, as coisas são simples, simplesmente basta não complicar o significado das palavras! #o_meu_mundo #apesar_das_dificuldades_temos_de_lutar
Talvez seja a lei da atração, talvez seja recompensa por algo, talvez seja o acaso ou a sorte mesmo, fato é que a vida sempre foi justa para comigo e trouxe sempre recompensas. Todos os dias de todos os anos recebo como preentes alegrias preciosas, pessoas excelentes, acontecimentos melhores ainda, saúde suficiente, família, está tudo aqui, dentro da minha complicada rotina... Tempo bom, tempo melhor, outro médio, mas a vida me sorri na maior parte dos dias e eu tento sorrir de volta a ela! No entanto, de todos os presentes recebidos, talvez o mais precioso e surpreendente deles, sejam os amigos. A dedicação e a lealdade de uma amizade, seja ela nova ou antiga, me surpreende, incesantemente, todos os dias, todas as horas. A minha familia me dá amor, alegria... que tento dar também: umas algumas vez dou o meu melhor outras secalhar o pior. Prometemos a lealdade e relação de amor. Mas os amigos? Eles não me prometeram nada, não assinaram nada... Eles estão aí, atendendo os meus telefonemas, respondendo às minhas mensagens, me oferecendo um chocolate e gelado, por nada. Por absolutamente nada. Para que um dia, quem sabe, eu lhes dedique a mesma atenção de volta. Ou talvez não, porque eu posso desaparecer e nunca lhes retribuir a o carinho e a ajuda que tive e tenho, sempre, de qualquer um de meus amigos. Ter amigos é uma coisa tão natural que sequer não notamos, não percebemos ou valorizamos. Não me canso de surpreender-me assistindo quando que a princípio é um estranho mas, dedicam-se aos meus problemas e aos meus anseios tanto do seu tempo, de sua atenção e carinho, sem nenhuma explicação aparente, que não seja simplesmente amizade. Amizade... Essa coisa sem muita lógica, que é mais uma nobreza de espírito, um altruísmo, um otimismo, uma esperança no outro, uma confiança nas pessoas, uma crença tão rara que me encanta, a cada novo dia. A cada telefonema, a cada mensagem respondido, a cada palavra de apoio... Gostaria um dia de dizer a eles da minha surpresa e da minha angústia. Sim, porque ter amigos como os que eu tenho também causa uma permanente angústia, soterrada em algum canto de quem sabe que nunca - nunca - conseguirá retribuir-lhes à altura. Vivo, embora grata, com uma permanente sensação de ser ingrata. Uma permanente sensação de falta, como se sempre faltasse algo por fazer ou por dizer, para que eles soubessem, enfim, o quanto os reconheço e os amo, também incondicionalmente. Por isso, talvez, escrevo esse texto. Por isso, proclamo ao mundo a minha sorte. Talvez por isso me esforce para ser feliz, ainda nos momentos em que a generosidade vacila e, sobretudo por isso, digo obrigada tantas vezes quanto puder, mas sei que ainda não é suficiente. No final do dia, quando ponho a cabeça no travesseiro, agradeço pela minha vida, pela minha família e, acima de tudo, pelas minhas escolhas. Se hoje, com década e meia de vida questiono tanta coisa, mas numa coisa acertei - e essa são os meus amigos. Se fossem as minhas escolhas erradas, minhas maiores dores que tivessem trazido as pessoas que me rodeiam, todas elas, eu viveria uma vez mais para sentir a pequena angústia e a grande alegria que só quem tem verdadeiros amigos pode se dar ao luxo de sentir. Eles sim! São especiais e já fazem parte da minha família. OBRIGADA!!!! #o_meu_mundo #apesar_das_dificuldades_temos_de_lutar